"Mas acredito que Washington está se acostumando com o fato de que, nessas democracias participativas populistas, o governo responde primeiro a seu eleitorado e depois a Washington, que no século 20 esperava deferência a seus interesses."
A declaração acima foi feita por Julia Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, de Washington, em entrevista à "folha" de hoje. Parece que nessa parte a diplomacia do governo Obama tem acertado. Não adianta ficar rebatendo a retórica "bolivariana" (whatever that means), porque só aumenta a polarização, e acaba paradoxalmente ajudando a popularidade desses líderes ("tá vendo? esses imperialistas estão interferindo nos assuntos que pertencem somente ao nosso povo! Fuerza _________ Venezuela/Equador/Bolívia, etc.)
Por outro lado, em casos como o de Honduras, os EUA falha em não ser mais veemente. Agora eles podem provar que são a favor da democracia, não importando o alinhamento político. Essa é a hora de se intrometerem, sim, na política interna de Honduras. Até porque, não serão acusados de imperialistas oportunistas pelos "Bolivarianos", que viram um de seus púpilos ser rapidamente expulso do seu país.
Hora de articular junto com Brasil e Venezuela por uma pressão política. Resta saber se Brasil e Venezuela vão querer cooperar com os EUA. O Brasil sempre quer resolver as coisas entre Latino-americanos, sendo assim a desejada "potência regional". E a Venezuela já se considera a "potência da ALBA". Será que aceitariam ser um ator coadjuvante nesse palco?
Tuesday, June 30, 2009
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